TEMA de Hoje: Brincadeiras de ontem que formaram os bons profissionais de hoje Depois de um bom tempo volto aos trabalhos aqui, com novos ares. Minha filha nasceu, está linda e com 3 meses. E vendo-a nascer e se desenvolver começam as surgir as preocupações de qualquer pai, educação, saúde, etc. Naturalmente acabei por recordar minha infância, minhas bobeiras e aventuras. Assim surgiu o tema deste blog. Vamos lembrar das brincadeiras de antigamente? Podemos começar com por exemplo, pêra, maça ou salada mista, o famoso namoro no escuro. A brincadeira era divertida e ao mesmo tempo "arriscada", uma vez que, todos brincavam, mas nem todos os participantes gostariam de beijar determinada pessoa. Lembro de querer brincar sempre que via que, uma determinada garota adorável participaria, no entanto, nunca dei a sorte de pegar uma "salada mista" com ela. Em contra partida, várias vezes peguei alguém que não escolheria caso pudesse escolher. Ao entrar na brincadeira, eu sabia do risco, mas o fim valia à pena. Assim, eu aprendi a assumir riscos e suas conseqüências, o que é uma característica importante para um funcionário, ou não?!! Em seguida me vem a cabeça outra brincadeira que eu adorava, Mamãe da rua. Nossa, resgatei agora. Lembro que fazíamos táticas, onde o mais veloz sempre passava primeiro para tirar a atenção da "mamãe da rua" para os outros pudessem atravessar. Isto se chama entre os boiadeiros de “boi de piranha”, mas no nosso caso escolhíamos o mais rápido para ninguém ser pego. Treinávamos tática, trabalho em equipe e distribuição de tarefas. Alguém mais acha que existia um gerenciamento? Ave, pique esconde, que delicia.Regras eram seguidas, podíamos "salvar o mundo". Para quem não lembra, o ultimo a ser encontrado caso se salvasse, juntamente a ele, levava todos a "liberdade". Era um sarro. Às vezes, quando o caçador não nos via, fingíamos bater no poste, mas não batíamos. Ao invés disso, ficávamos sentados do lado do poste, até que o ultimo aparecesse. O grande detalhe era que não batíamos no poste, ou seja, ainda não estávamos salvos para ficar por ultimo e salvar a todos, enganando quem nos procurava. Olha que "sacanagem", no entanto, os macacos velhos depois de caírem algumas vezes, sempre se garantiam tentando pegar os que estavam envolta do poste. Ou seja, checklist de garantia e monitoramento de riscos, um se arriscando para salvar a equipe. Andávamos de carrinho de rolimã e vivíamos com os dedos arrebentados, rs. Nossa, éramos engenheiros inventando buzinas, sons, maneiras de fazer o carrinho correr mais. Criatividade correndo solta, pegávamos um pedaço de pau e transformávamos em volante ou um freio, era ótimo. Tínhamos nossas noites de histórias medievais, o que a garotada de hoje em dia, chamaria de RPG. Tínhamos o mestre que era o responsável por criar uma história de aventura, os demais seriam personagens desta. Olha a mistura de habilidade para brincar. Criatividade, habilidades de escrita e interpretação, adequação a diferentes papeis, e por ai vai. E por ai existem mais um milhão de exemplos que podemos lembrar, espero receber comentários com mais exemplos neste blog. Daqui pra frente os profissionais que virão ao mercado, em sua maioria absoluta, não terão toda esta bagagem. Em compensação estes por terem mais acesso a informações, cultura e etc, ficam mais intelectualizadas. E com tudo isto, ficamos na dúvida, você prefere um profissional flexível com habilidades interpessoal avantajados ou com conhecimentos técnicos imensos? E a resposta é: não tem resposta, esta pergunta é fechada como "Você ainda bate na sua avó?". Na verdade, precisamos é de uma mistura entre os dois. Antigamente os profissionais vinham “de fábrica” com o item de comportamento e sabedoria interpessoal, agora eles terão que fazer MBA, treinamentos, etc. Abraços.
Escrito por Cavalo Mestre às 17h15
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